Os ancestrais dos cães surgiram há cerca de 40 milhões de anos, a partir do Miacis, um pequeno carnívoro também ancestral dos felinos.
Mas foi há aproximadamente 30 a 40 mil anos que o homem e o lobo se encontraram.
Durante o Paleolítico, ambos caçavam para sobreviver — o homem com ferramentas rudimentares, o lobo com instinto e velocidade.
Com o tempo, um laço se formou.
Os lobos mais dóceis se aproximavam dos acampamentos humanos, aproveitando restos de caça. Em troca, alertavam para predadores e ajudavam na caça.
Essa parceria, inicialmente motivada pela sobrevivência, evoluiu para algo muito mais profundo: cooperação, confiança e vínculo.
A domesticação não apagou o instinto.
O cão moderno ainda guarda o comportamento e a fisiologia do lobo.
Seu corpo, sua estrutura dentária e sua necessidade nutricional continuam praticamente inalteradas.
O gato trilhou um caminho diferente, mas igualmente natural.
Aproximou-se dos humanos há cerca de 10 mil anos, atraído pelos roedores que infestavam os depósitos de grãos das primeiras civilizações agrícolas.
A convivência foi útil para ambos mas a sua biologia permanece a mesma: a de um carnívoro estrito, dependente de nutrientes presentes apenas em tecidos animais.