A partir da metade do século XX, a alimentação natural foi substituída por alimentos industrializados.
No Brasil, isso começou há pouco mais de 60 anos.
O conceito de “rações completas” foi vendido como praticidade e avanço, mas trouxe um problema que só se tornou evidente com o tempo: a deterioração da saúde animal.
As rações secas são produzidas com ingredientes baratos — subprodutos de cereais, farinhas de ossos e penas, conservantes, corantes e antioxidantes sintéticos.
Para que fiquem palatáveis, recebem flavorizantes artificiais e altos níveis de gordura reprocessada.
O processo de extrusão, feito sob altas temperaturas (acima de 200 °C), destrói enzimas, oxida gorduras, desnatura proteínas e reduz a biodisponibilidade de vitaminas e minerais.
Além disso, gera compostos tóxicos, como os produtos de glicação avançada (AGEs), relacionados a inflamações sistêmicas e envelhecimento precoce.
Com o tempo, os efeitos começaram a aparecer nas clínicas veterinárias:
- dermatites, alergias e infecções recorrentes;
- obesidade, diabetes e desequilíbrios hormonais;
- doenças renais e hepáticas;
- problemas digestivos e dentários;
- e uma incidência crescente de câncer.
A indústria criou uma ilusão de conveniência, mas o preço foi alto.
Cães e gatos passaram a viver mais tempo, porém adoecendo mais cedo.